Modalidade esportiva atrai cada vez mais adeptos em todo estado de Alagoas.

No dia 31 de maio de 2026, no colégio SEB, em Maceió, Alagoas reúne seus principais atletas de jiu-jitsu para mais uma edição do Campeonato Alagoano Jiu Jitsu (No Gi) 2026.
O No Gi é uma modalidade do jiu-jitsu praticada sem o quimono (gi) — daí o nome: “no gi”, ou seja, “sem kimono”. Em vez da vestimenta tradicional, os praticantes usam roupas mais justas, como rash guards (camisas térmicas) e shorts ou calças de compressão.
Sob a organização da Federação Alagoana de Jiu-Jitsu, liderada pelo Mestre Professor Faixa Coral (Vermelha e Preta) da Gracie Barra Alagoas, Diojones Farias, e com o apoio da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Governo de Alagoas, o campeonato se firma como um convite aberto: é hora de competir, prestigiar e celebrar.
O No Gi vem crescendo e ganhando muitos adeptos em todo o estado de Alagoas e o campeonato será uma excelente oportunidade para exercitar os conhecimentos adquiridos ao longo dos treinamentos, bem como apresentar ao público um pouco mais dessa importante modalidade esportiva.
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Sobre o No Gi – Limitar o No Gi à ausência do kimono é simplificar demais. A mudança de vestimenta altera profundamente a lógica do combate.
No No Gi, como não há tecido para segurar, o jogo exige mais velocidade e explosão maior uso de pegadas no corpo (punhos, cabeça, tronco); mais ênfase em controle por pressão e encaixe biomecânico e mais transições mais rápidas, com menos “pausas estratégicas”.
John Danaher, uma das figuras mais influentes no Jiu-jitsu contemporâneo e um dos grandes teóricos da modalidade, enfatiza que “o No Gi não elimina o jiu-jitsu clássico; ele expõe suas estruturas essenciais, despidas de artifícios”.
É uma frase provocativa — talvez até exagerada —, mas aponta para algo real: sem o pano, sobra o fundamento cru.
O No Gi ganhou enorme popularidade com eventos como o ADCC (Abu Dhabi Combat Club) e com a influência do MMA, onde o uso de quimono é inviável.
Alguns chegam a sugerir que o No Gi seria uma “evolução natural” do jiu-jitsu — o que é discutível.
Na prática, são linguagens diferentes de um mesmo corpo de conhecimento.


