
Por que “Espelho D’alma”?
A coluna “Espelho D’alma” nasce menos como vitrine e mais como confronto — não com o outro, mas com aquilo que, em nós, insiste em permanecer não dito.
No ambiente editorial de O Magistral, a coluna se propõe a observar, analisar e expor as camadas sutis da experiência humana: contradições, afetos, silêncios e escolhas que moldam, em surdina, a vida cotidiana.
Parte-se da convicção — que filósofos como Paul Ricoeur ajudaram a consolidar — de que compreender a si mesmo é sempre um exercício de interpretação.
Por isso, o espaço não pretende oferecer respostas prontas, mas provocar, questionar e sugerir caminhos de leitura interior. Cada texto busca refletir não apenas ideias, mas estados de consciência.
Motiva este projeto a percepção de que, em tempos de excesso de opinião e escassez de escuta, torna-se quase um gesto de resistência parar, olhar e reconhecer.
“Espelho D’alma”, assim, não promete conforto — mas lucidez.
E, talvez, isso já seja o começo de alguma forma de verdade.
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