
Por Simone Pontes
A traição nunca foi sobre falta de beleza, corpo perfeito ou dedicação suficiente.
Existem mulheres lindas, inteligentes, independentes, carinhosas e leais sendo traídas todos os dias. E isso acontece porque fidelidade não depende do quanto alguém é incrível, mas do caráter de quem está ao lado.
Muitas mulheres passam anos tentando alcançar uma perfeição impossível. Mudam o cabelo, entram em dietas, se esforçam para estar sempre bonitas, leves, interessantes e desejáveis. Fazem de tudo para manter o relacionamento vivo, acreditando que, se forem “perfeitas o bastante”, nunca serão trocadas. Mas nenhuma mudança externa consegue impedir alguém sem maturidade de fazer escolhas erradas.
A verdade é que muitos homens não traem porque falta algo em casa.
Traem porque existe um vazio dentro deles que nem atenção, amor ou admiração conseguem preencher. A necessidade constante de validação, ego, impulso e falta de limites faz com que destruam até aquilo que dizem amar.
E o mais doloroso é que, depois da traição, quase sempre nasce a culpa.
Começa a comparação, a autocrítica, a sensação de insuficiência.
Surge a ideia de que talvez faltasse beleza, sensualidade ou esforço. Mas quem trai revela muito mais sobre si mesmo do que sobre a pessoa que foi ferida.
Nenhuma mulher deveria carregar o peso das escolhas erradas de outra pessoa.
A dor da traição pode machucar profundamente, mas ela nunca define valor, beleza ou capacidade de ser amada. O erro não está em quem se dedicou de verdade, mas em quem não soube respeitar isso.
E existe um ponto essencial que precisa ser lembrado: estar bonita, cuidada e em evolução não deve ser um esforço para ser escolhida por alguém, mas uma forma de respeito próprio.
O valor não está em competir por atenção, mas em entender que o cuidado com a própria imagem, corpo e mente deve existir primeiro e principalmente para si. O resto é consequência , nunca objetivo.
Sobre a Autora:
Simone Pontes é formada em Direito, Advogada, Administradora de Empresas e Mãe.
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