Enquanto o ex-prefeito JHC enrola, vacila, disfarça, circunda, embrulha, embroma, protela, “corre pra lá, filia um cá, grava acolá” e desconversa acerca de suas reais intenções eleitorais, o candidatíssimo Renan Filho sobe o sarrafo e segue firme, “cortando trecho”, rumo ao Palácio dos Palmares. O eleitor da Terra dos Marechais está atento!

Em tom mais incisivo e sem recorrer a meias-palavras, o ex-ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), decidiu antecipar o ritmo da disputa eleitoral em Alagoas.
Em vídeo publicado na madrugada desta quinta-feira (16), após retorno de Brasília, ele reagiu às declarações do ex-governador Teotônio Vilela Filho e reafirmou sua pré-candidatura ao governo do Estado.
Teotônio, acabei de sair do Ministério dos Transportes para estar apto para disputar as eleições. Eu sou candidato justamente para que a gente leve adiante o que vem acontecendo de bom em Alagoas, que foi justamente interromper o governo do PSDB, aquele que você governou. Vocês podem falar sobre as outras candidaturas, mas com relação a minha pré-candidatura deixa que falo eu e os meus aliados”, declarou sem titubear o ex-ministro Renan Filho.
Na gravação, Renan Filho não apenas rebateu as críticas, como também resgatou indicadores negativos de gestões passadas ligadas ao grupo político de Vilela — hoje associado ao ex-prefeito JHC —, apontando fragilidades nas áreas de segurança, equilíbrio fiscal, políticas sociais e infraestrutura.
Ao relembrar esse histórico, Renan Filho buscou sustentar o argumento de que sua trajetória eleitoral se construiu justamente em oposição a esse modelo, narrativa que agora volta ao centro do debate político alagoano.
Nota do PSDB – A Executiva do PSDB em Alagoas emitiu Nota Publica, destacando que o partido está fortalecendo e ampliando sua atuação em toda Alagoas “com a convicção de que entraremos na luta eleitoral com propostas e compromissos concretos, ouvindo a população e lideranças, para desenvolvermos e modernizarmos o Estado da mesma forma que o nosso presidente e ex-prefeito JHC desenvolveu e modernizou Maceió”, ressalta o documento.
A nota encerra com um pedido de respeito à trajetória do ex-governador Teotônio Vilela:
“Ao mesmo tempo, pedimos respeito para com a história do ex-governador Teotônio Vilela Filho, um político íntegro, democrata, que durante 28 anos de sua vida se dedicou a cuidar de Alagoas e da nossa gente e que assim é reconhecido nos quatro cantos do Estado”, encerra o documento.
Ventos do Interior – O prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB), evitou confirmar especulações sobre um eventual apoio à possível candidatura do ex-prefeito de Maceió, JHC, ao Governo de Alagoas.
“O que eu confirmo é que o Lucas se filiou ao PSDB e é candidato a deputado, é pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB. É isso que existe”, afirmou.
Grandes projetos não nascem apenas de boas ideias — nascem, sobretudo, de uma arquitetura invisível: a postura mental e o comportamento de quem os conduz.
Há uma diferença abissal entre desejar grandeza e sustentar o peso dela. Pensar grande é, em certa medida, um ato trivial; difícil é permanecer grande quando confrontado com o desgaste, a crítica e a lenta erosão do tempo.
O cientista político James Q. Wilson observava que “a capacidade de governar está menos na intenção do que na disciplina de executar sob restrições”.
Essa disciplina não é apenas técnica — é psicológica. Exige resiliência para atravessar incertezas, clareza para decidir sob pressão e, sobretudo, consistência para não se perder na tentação do improviso fácil. Projetos robustos não toleram mentes voláteis.
Já Elinor Ostrom, ao estudar sistemas complexos de governança, destacou que soluções duradouras emergem de lideranças capazes de construir confiança e cooperação contínua. Isso implica uma postura comportamental que transcende o ego: ouvir mais do que falar, ajustar mais do que impor, persistir mais do que desistir.
A grandeza, nesse sentido, é menos um gesto de força e mais um exercício de permanência.
Há, porém, um elemento incômodo: a mente que deseja capitanear grandes empreendimentos precisa aceitar a solidão das decisões difíceis.
Max Weber, ao refletir sobre a ética da responsabilidade, advertia que quem se propõe a agir no mundo real deve estar disposto a arcar com as consequências de seus atos, mesmo quando estas colidem com convicções pessoais.
Não há grande projeto sem esse tipo de maturidade — quase trágica — de compreender que liderar é, muitas vezes, escolher entre imperfeições.
No fim, a postura mental e comportamental não é um detalhe periférico; é o próprio alicerce.
Ideias podem ser copiadas, recursos podem ser mobilizados, mas a constância de espírito — essa combinação rara de lucidez, disciplina e responsabilidade — é o que, de fato, separa projetos grandiosos de intenções esquecidas.


