O Oscar 2026 acontece no domingo (15), no Dolby Theatre, em Los Angeles, e terá transmissão no Brasil na TV aberta, na TV por assinatura e no streaming. A partir das 19h, começa a cobertura especial do UOL, com live no YouTube e no Canal UOL na TV.

Na TV aberta, a Globo transmite a cerimônia a partir das 21h, depois de uma edição reduzida do “Fantástico”. O mesmo sinal da Globo estará disponível de graça no Globoplay, mediante cadastro.
Na TV por assinatura e no streaming, o Oscar 2026 também poderá ser visto na TNT e na HBO Max, que compartilham o mesmo sinal.
O valor dessa cerimônia não está apenas na estatueta dourada, mas naquilo que ela representa: a celebração do poder das histórias. Histórias que ajudam indivíduos comuns a compreender o mundo, a sentir empatia por outras vidas e, por alguns instantes, a suspender o peso do cotidiano para habitar a vastidão da imaginação humana.
A cobertura começa às 18h30 (horário de Brasília), com um pré-show direto do Dolby Theatre.
A cerimônia do Oscar, vista à primeira vista como um espetáculo de glamour e celebridades, carrega em si um significado mais profundo para a cultura de um país.
Ela funciona como um espelho simbólico no qual uma sociedade observa suas próprias histórias, medos, sonhos e contradições. O cinema, afinal, não é apenas entretenimento; é também memória coletiva e imaginação social.
O historiador francês Marc Ferro, que dedicou parte de sua obra a estudar o cinema como documento histórico, observava que “todo filme é também um testemunho de seu tempo, mesmo quando tenta escapar dele”.
Nesse sentido, o Oscar não premia apenas atores, diretores ou roteiros — ele consagra narrativas que, de alguma forma, dialogam com o espírito de uma época. Cada estatueta é, simbolicamente, um registro do que uma sociedade decidiu valorizar naquele momento da história.
Para o cidadão comum, que acompanha a cerimônia pela televisão ou pelo celular, a experiência pode parecer distante do brilho de Hollywood, mas ela se conecta ao cotidiano de maneira sutil.
O cinema molda imaginários, cria referências culturais e influencia conversas nas mesas de bar, nas escolas e nas redes sociais.
Como lembrava o sociólogo Edgar Morin, em seus estudos sobre a cultura de massa, “as estrelas do cinema são mitos modernos, figuras através das quais a sociedade projeta desejos, conflitos e esperanças”.
Assim, quando um filme é premiado, não é apenas uma indústria que celebra a si mesma; é também um ritual cultural que reafirma valores, questiona injustiças e amplia horizontes.
Muitos espectadores encontram nas histórias premiadas um espelho de suas próprias experiências ou uma janela para realidades que jamais conheceriam.
O filósofo Walter Benjamin, ao refletir sobre a arte na era da reprodutibilidade técnica, afirmava que o cinema democratizou a experiência estética ao levá-la para as massas.
O Oscar, nesse contexto, torna-se um grande ritual contemporâneo dessa democratização: uma noite em que milhões de pessoas, em diferentes países, compartilham simultaneamente a mesma narrativa simbólica.
No fundo, o valor dessa cerimônia não está apenas na estatueta dourada, mas naquilo que ela representa: a celebração do poder das histórias. Histórias que ajudam indivíduos comuns a compreender o mundo, a sentir empatia por outras vidas e, por alguns instantes, a suspender o peso do cotidiano para habitar a vastidão da imaginação humana.


