Uma cena inusitada e potencialmente perigosa surpreendeu frequentadores de um restaurante em Suzano, na Grande São Paulo, no último domingo (26): uma cobra jararaca foi encontrada dentro de uma piscina de bolinhas.

O animal, conhecido por seu veneno potente, foi resgatado com segurança por uma equipe do santuário Reserva RP, sem registro de feridos.
De acordo com o veterinário responsável pela operação, a jararaca é uma espécie peçonhenta e exige cautela, sobretudo em áreas onde sua presença é comum.
Ele alerta que, diante de situações semelhantes, a população deve evitar qualquer tentativa de captura ou agressão ao animal, acionando imediatamente profissionais capacitados para garantir um desfecho seguro.
Educar, em tempos de mutações aceleradas — ambientais, sociais e culturais —, deixou de ser apenas transmitir certezas: tornou-se, sobretudo, aprender a habitar incertezas.
O mundo que os pais conheceram já não é o mesmo que seus filhos atravessam. Há menos estabilidade, mais estímulos, menos silêncio e mais ruído. E, nesse cenário, cuidar não significa controlar o mundo externo, mas fortalecer o mundo interno.
Paulo Freire advertia que “educar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção”. Isso implica, hoje, formar crianças capazes de pensar criticamente, discernir informações e sustentar sua própria autonomia emocional.
Já o psicólogo Donald Winnicott afirmava que “não existe bebê sem mãe” — no sentido de que o desenvolvimento psíquico depende de um ambiente suficientemente bom. Em uma era de hiperexposição digital e fragilidade dos vínculos, esse “ambiente” precisa ser reconstruído com presença real, escuta atenta e limites consistentes.
A psiquiatra infantil Ana Beatriz Barbosa Silva frequentemente alerta para os impactos do excesso de estímulos e da falta de mediação adulta na formação psíquica: crianças não precisam apenas de liberdade, mas de direção.
Sem isso, crescem entre a ansiedade e a dispersão, incapazes de organizar o próprio mundo interno.
Diante das transformações climáticas, da instabilidade social e da velocidade cultural, os pais são chamados não a oferecer respostas prontas, mas a sustentar perguntas essenciais: como ensinar resiliência sem endurecer? Como proteger sem enclausurar? Como preparar sem antecipar medos?
Cuidar, hoje, é equilibrar afeto e firmeza, presença e autonomia, proteção e exposição gradual ao mundo real. Porque, no fim, como ponderava o educador Rubem Alves, “educar é ensinar a ver”.
E ver, em tempos tão complexos, talvez seja o primeiro e mais urgente ato de sobrevivência — e de humanidade.


