
Antes de falar, a alma também deveria aprender a escutar.
A Parábola das Três Peneiras nos recorda que a palavra não é neutra: ela pode curar ou ferir, iluminar ou obscurecer.
Aquilo que dizemos revela não apenas o que pensamos, mas quem somos.
A Parábola das Três Peneiras é um ensinamento atribuído a Sócrates e fala sobre o cuidado com as palavras antes de transmitirmos uma informação, especialmente quando envolve outras pessoas.
Conta-se que alguém procurou Sócrates e disse que precisava contar algo sobre um amigo dele
Antes de ouvir, Sócrates propôs que a informação passasse por três peneiras:
Peneira da Verdade
Você tem certeza de que o que vai me dizer é verdadeiro?
Peneira da Bondade
O que você vai me contar é algo bom?
Peneira da Necessidade
É realmente necessário contar isso?
Diante disso, Sócrates conclui que, se algo não é verdadeiro, não é bom e não é necessário, então não vale a pena ser dito.
Por isso, o silêncio, quando escolhido por amor e prudência, torna-se uma forma elevada de sabedoria.
Sócrates nos ensina que nem toda verdade precisa ser dita, e o Evangelho aprofunda essa lógica ao nos chamar à caridade: “A boca fala do que o coração está cheio” (Lc 6,45).
Falar sem amor é esvaziar a verdade de seu sentido mais profundo.
Santo Agostinho reforça: “Ama e faze o que quiseres”, pois quando o amor guia a palavra, ela jamais se tornará veneno.
As três peneiras habitam exatamente esse espaço interior onde escolhemos ser construtores ou destruidores.
Assim, peneirar a fala é também peneirar a alma.
É permitir que a verdade passe pelo crivo do bem e da necessidade, para que cada palavra pronunciada seja um ato de responsabilidade diante do outro e diante de Deus.
Quando Pedro fala de Paulo, ele fala mais sobre Pedro do que sobre Paulo, capiche?!?!


