
No livro de Provérbios 12:18, temos: “Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz cura.”
A palavra é semente e também lâmina.
Em sua forma mais descuidada, ela fere, fragmenta, humilha.
Em sua forma mais sábia, reconstrói, orienta e cura.
O provérbio antigo carrega uma verdade eterna: aquilo que dizemos tem o poder de moldar realidades interiores e sociais.
Na era da comunicação instantânea, onde o falar é quase um reflexo, esquecemos que toda palavra lançada carrega peso e direção.
Como afirma Viktor Frankl, “entre o estímulo e a resposta, há um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher a nossa resposta. E, nessa resposta, reside o nosso crescimento e a nossa liberdade.”
Esse espaço também é onde habita o silêncio do sábio, que pondera antes de falar, que mede antes de ferir.Marshall Rosenberg, criador da Comunicação Não-Violenta, recorda que “as palavras são janelas ou são muros.”
Quando falamos, abrimos caminhos de entendimento ou levantamos barreiras de dor.
A maturidade espiritual e emocional exige a responsabilidade de não ser apenas dono da palavra, mas também servo de seu impacto.
Assim, viver à luz de Provérbios 12:18 é compreender que a língua, mesmo pequena, pode ser ponte ou punhal.
Cabe a nós escolher entre o impulso que corta ou a sabedoria que cura.


