Em um gesto que conjuga sensibilidade administrativa e responsabilidade social, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou o cancelamento das comemorações do aniversário de Brasília para redirecionar R$ 25 milhões à área da saúde.

A decisão, comunicada logo após sua posse, sinaliza uma prioridade inequívoca: fortalecer a atenção básica e ampliar, de forma imediata, a contratação de médicos.
Ao optar por investir onde a urgência se impõe, a chefe do Executivo local não apenas reorganiza o orçamento, mas também afirma um compromisso com o bem-estar coletivo.
Segundo Celina, o GDF não será conduzido por ideologia.
“Eu tenho que saber da minha responsabilidade. Aquilo que precisar pedir, em nome da população do DF, ao presidente Lula e a qualquer um outro que seja, de outro espectro político, eu pedirei. A população não está esperando uma governadora que faça uma guerra ideológica à frente do Buriti”, explicou a gvernadora.
Em tempos em que escolhas públicas são constantemente escrutinadas, a medida se destaca como um exemplo de gestão orientada por necessidades concretas — onde o cuidado com a população se sobrepõe ao simbolismo das celebrações.
Há decisões que transcendem o ato administrativo e se inscrevem no campo da consciência ética.
Ao redirecionar recursos festivos para a saúde pública, a governadora Celina Leão não apenas governa — ela interpreta o seu tempo. E o faz, como poucos, ao reconhecer que há momentos em que o símbolo deve ceder lugar à substância, e o aplauso à urgência.
O gesto ecoa a advertência de Ulysses Guimarães, que costumava afirmar que “a coisa pública deve ser tratada com espírito público”.
Mais do que uma frase, trata-se de um princípio que distingue o gestor do mero ocupante de cargo: aquele que compreende que governar é, antes de tudo, escolher — e escolher, quase sempre, implica renunciar. Renunciar ao brilho imediato em favor de um benefício silencioso, porém essencial.
Também ressoa a lição de Franco Montoro, ao defender que “ninguém vive onde não há justiça social, mas todos sofrem onde ela falta”.
Investir na atenção básica de saúde é, nesse sentido, mais do que uma medida técnica; é uma afirmação de justiça cotidiana, onde o Estado se faz presente não em palcos, mas em filas que diminuem, em diagnósticos que chegam a tempo, em vidas que seguem.
Nesse cenário, a decisão da governadora se projeta como exemplo para outros Estados, não como um modelo rígido, mas como um convite à reflexão: qual é, afinal, o papel do poder público diante da escassez? A resposta, ainda que incômoda, parece clara — priorizar o essencial, mesmo que isso custe a celebração do acessório.
Entre luzes e aplausos, há sempre a tentação do espetáculo.
Mas é no silêncio das escolhas difíceis que se revela a verdadeira estatura de um gestor. E é ali, longe dos palcos, que a política reencontra sua vocação mais nobre: servir.



Demorou!!! A saúde em Brasília está um caos total! Falta tudo desde o básico até médicos!!A população agradece o bom senso das autoridades responsáveis por gerir nossos recursos com bom senso!! Muito obrigado!